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CINEMA: Nesta quinta-feira(20), estreia do filme Adão Negro - Trailer Oficial

De zero a herói


A comparação com o antecessor de 2019 é inevitável. Ambos dividem a mesma mitologia nos gibis. Ambos ganham poderes quase divinos ao falarem uma palavra mágica. Ambos soltam raios, voam e têm super força e velocidade.

A diferença é que durante muito tempo tempo Adão Negro era uma versão corrompida do antigo Capitão Marvel (agora Shazam por motivos óbvios). Antagonista lá no início, em 1945, ao longo dos anos ele lutou ao lado dos mocinhos algumas vezes, sem nunca deixar de lado totalmente sua natureza mais brutal.

Esta é a versão do filme, um herói relutante que soa e se comporta muito como o próprio Dwayne Johnson – com talvez um pouco menos de carisma.

Em "Adão Negro", ele é trazido de volta à vida 5 mil anos após ganhar seus poderes, meio por acidente, e se envolve na luta para libertar seu antigo reino de uma organização mercenária.





Essa é a mistura do Rock com o Egito


Johnson está ok como o protagonista. Ele inclusive é uma das melhores partes de um filme até esforçado, mas muito limitado.

O problema é que talvez seu carisma no mundo real seja tão grande que por vezes invade a produção. Em muitos momentos, é difícil separar quem é Adão e quem é o ex-lutador de luta-livre.

Infelizmente, o personagem só aparece em toda a sua glória, raios e músculos depois de longos minutos de introdução com uma narração sofrível somados à contextualização do mundo moderno com toques de aventura arqueológica.

Depois disso, as coisas melhoram um pouco. As cenas de ação são bem-feitas e exploram bem o nível de poder e ameaça do herói – apesar de exagerarem um tanto na câmera lenta.

O filme escorrega mesmo é na irregularidade de um roteiro perdido. Personagens com motivações nunca explicadas, referências a clássicos de Velho Oeste jogadas de qualquer forma, boas canções usadas como trilha sonora sem qualquer ligação com a trama ou o momento.

É tanta coisa lançada sem coesão ou sentido que dá quase para relevar o fato de que todos em um reino milenar próximo ao Egito falam inglês com naturalidade – incluindo aí o belo adormecido há cinco milênios.



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