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"Era da altura de um prédio de seis andares ou mais". Onda de sete metros "varreu" tudo o que encontrou pela frente na Líbia

 


Ex-ministro da Saúde disse que parecia que "um tsunami de uma onda única" . Milhares de pessoas morreram e milhares estão desaparecidas

O chefe da delegação do Cruz Vermelha na Líbia disse que serão necessários "muitos meses, talvez anos" para que os residentes de Derna recuperem da escala de danos, depois de uma onda de sete metros ter arrasado a cidade costeira do norte esta semana.

"Esta catástrofe foi violenta e brutal. Uma onda de 7 metros de altura destruiu edifícios e arrastou infraestruturas para o mar. Agora, famílias estão desaparecidas, cadáveres estão a dar à costa e as casas estão destruídas", afirmou Yann Fridez à CNN. "Serão necessários muitos meses, talvez anos, para que os residentes recuperem deste enorme nível de danos."

A Cruz Vermelha tinha uma equipa em Derna para apoiar as famílias com atividades microeconómicas quando as cheias inundaram a cidade, acrescentando que vai agora distribuir 6.000 sacos para cadáveres às equipas forenses na cidade oriental de Benghazi para "garantir um tratamento digno dos mortos".

O acesso às áreas afetadas pelas cheias continua a ser um "grande desafio" porque as estradas foram destruídas, segundo o responsável.

 
Imagens de satélite mostram Derna, na Líbia, a 2 de setembro, antes das inundações, e depois do colapso das barragens

PLANET LABS PBC/AP

O ex-ministro da Saúde da Líbia, Reida El Oakley, disse à CNN, na quarta-feira, que "uma onda enorme, da altura de um prédio de seis andares ou mais, varreu todo o país como um tsunami de onda única".

Khaled Al-Shuwaihed, um cidadão líbio, disse que a situação em Derna "foi uma catástrofe". "Foi uma catástrofe, todos os meus amigos morreram", afirmou al-Shuwaihed à Reuters na quinta-feira.

"Um dos meus amigos, logo no início, estava a filmar do topo do vale, o meu amigo, estava a filmar, morreu. Uma pessoa chamada Nasir Fatoury e os seus filhos (diz-se que morreram), mas tudo isto são rumores nesta altura, nada foi confirmado. Um dos meus amigos e os seus cinco filhos, apenas um deles nos encontrou."

"Cheiro a morte"

Segundo ativistas dos direitos humanos, são desesperadamente necessários mais coveiros em Derna, devido ao imenso esforço para dar resposta ao número de corpos que precisam de ser enterrados.

Abu Bakr Al-Rifadi disse à agência noticiosa estatal líbia LANA que "a torrente de águas fez com que a cidade de Derna fosse dividida em duas metades, ocidental e oriental".

 

 
Imagens de satélite mostram uma barragem em Derna, na Líbia, a 2 de setembro, antes de uma forte tempestade ter atingido a região, e, à direita, após o colapso da barragem

PLANET LABS PBS/REUTERS

Ali Al-Ghazali, que dirige a Organização Namaa em Derna, disse que as torrentes destruíram pelo menos 25% da cidade.

O centro da cidade - onde se situam todas as lojas, clínicas, escolas, estradas principais e locais históricos - "foi o mais afetado", indicou à CNN.

"Está totalmente destruído. Neste momento, equipas estrangeiras estão na cidade para tentar ajudar. Mas, infelizmente, há demasiados cadáveres nas ruas. Agora, no terceiro dia, a maioria dos corpos está a decompor-se. O cheiro a morte paira no ar", descreveu al-Ghazali.

"Perdi familiares nas inundações. Famílias inteiras foram mortas. A minha mulher tem cancro e está a fazer tratamento. Depois das inundações, mudámo-la para Benghazi, para que pudesse continuar o tratamento."


fonte.cnn

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