Últimas Notícias

Campanha A Rua é Delas reforça prevenção à violência contra a mulher no Carnaval de Salvador







_Fotos: Jefferson Peixoto/ Secom PMS_

_Texto: Mateus Soares/ Secom PMS_

 

A campanha A Rua é Delas, promovida pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), integra as ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher durante o Carnaval. A iniciativa reúne estratégias de informação, monitoramento e atendimento distribuídas pelos circuitos da festa.

 

Entre as frentes da campanha está a atuação do Observatório da Discriminação Racial, LGBT e Violência contra a Mulher, em pontos de grande circulação de pessoas durante a folia, como na Piedade. No espaço, que funciona em parceria com a Secretaria da Reparação (Semur), equipes técnicas acompanham ocorrências relacionadas a racismo, LGBTfobia e violência de gênero, além de orientar foliões e registrar demandas.

 

A campanha também inclui distribuição de materiais informativos, como ventarolas com o violentômetro e instruções de acesso ao Botão Lilás, canal de denúncia que pode ser acionado de forma discreta. Segundo a diretora de Políticas para as Mulheres da SPMJ, Fernanda Cerqueira, a iniciativa reforça ações que já ocorrem ao longo do ano e ganha maior visibilidade durante a festa.

 

“A Rua é Delas é um movimento de combate à violência contra a mulher que estamos trazendo para o Carnaval, mas é uma política que a Prefeitura de Salvador desenvolve durante todo o ano. A festa também é um momento de informar, orientar e atender, reforçando a necessidade de respeito às mulheres”, afirmou Fernanda Cerqueira.

 

De acordo com a gestora, a campanha também busca ampliar o acesso aos canais de denúncia e aos pontos de acolhimento espalhados pela cidade. “Estamos distribuindo materiais como as ventarolas com o violentômetro e o contato do Botão Lilás, que neste ano está vinculado ao Centro Integrado de Comando e Controle, em parceria com a Guarda Civil Municipal, a Polícia Militar da Bahia e a Polícia Civil. Com isso, qualquer acionamento gera resposta rápida no circuito, seja para a própria vítima ou para terceiros”, disse.

 

Fernanda disse ainda que o trabalho envolve capacitação de equipes e unidades de referência para atendimento durante a folia. "Também capacitamos equipes de saúde e camarotes para acolhimento, além de manter duas unidades de referência na Praça do Campo Grande e na Rua Sabino Silva, com equipes multidisciplinares e ações volantes nas ruas", contou.

 

“Observamos redução nos casos de importunação sexual, mas muitas mulheres que já sofrem violência no dia a dia estão procurando nossos postos, o Botão Lilás e as delegacias para denunciar. Isso mostra a política pública alcançando essas mulheres e garantindo atendimento durante o Carnaval em Salvador”, completou a diretora.

 

*Outras ações* – O Botão Lilás foi ampliado para o Carnaval 2026 e passou a operar junto ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), reunindo forças de segurança para agilizar o atendimento às ocorrências. O canal pode ser acionado por WhatsApp (71 98791-3420) e direciona a viatura mais próxima para atendimento imediato. Uma equipe também permanece de prontidão na Casa da Mulher Brasileira para situações fora dos circuitos.

 

O inspetor-geral da Guarda Civil Municipal, Marcelo Silva, destacou que a estrutura envolve diferentes pontos de acolhimento. “Também estão previstos protocolos com dez postos de saúde para atendimento a casos de violência sexual, além de salas de acolhimento nos seis maiores camarotes do circuito Barra-Ondina. A Casa da Mulher Brasileira funcionará 24 horas durante o Carnaval, prestando atendimento a situações de violência doméstica, familiar e sexual, tanto nos circuitos da festa quanto fora deles”, disse.

 

No circuito Osmar, no Campo Grande, foliãs relataram perceber a presença das equipes e das ações educativas nesta segunda-feira (16). A técnica de enfermagem Sheila Matos, de 28 anos, moradora de Pau da Lima, disse que se sente mais segura ao ver a campanha espalhada pelo trajeto. “A gente vê as equipes orientando, distribuindo material e isso já passa uma sensação de cuidado. Saber que existe um canal rápido para denunciar ajuda muito”, afirmou.

 

A servidora pública Andressa Lima, de 40 anos, que mora em Itapuã, afirmou que a visibilidade das ações incentiva as mulheres a procurarem ajuda. “Muitas vezes a pessoa não sabe onde recorrer. Quando vê informação no circuito e gente preparada para atender, fica mais fácil buscar apoio”, disse.

Marcius Pirôpo Campeão Mundial

PIRÔPO NEWS BAHIA

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem

Veja mais notícias do Pirôpo News no Google Notícias
PIROPO NEWS GOOGLE NOTÍCIAS