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O SALTO FINAL: Por que a NASA vai circundar a Lua antes de tocar o solo?

 






Por Marcius Pirôpo

​A humanidade está prestes a romper a órbita terrestre com tripulação humana pela primeira vez em mais de 50 anos, mas a pergunta que ecoa nas redes sociais é: por que não pousar de vez? Como o seu "peso pesado da notícia", trago os fatos técnicos que mostram que o espaço hoje é um jogo de precisão absoluta, e não de sorte.


​Para esta missão histórica de circundar a Lua, a NASA escalou uma tripulação de elite composta por quatro astronautas altamente qualificados:

  • Reid Wiseman (Comandante): Veterano da Estação Espacial Internacional.
  • Victor Glover (Piloto): Experiente astronauta com histórico de missões espaciais.
  • Christina Koch (Especialista de Missão): Recordista de permanência feminina no espaço.
  • Jeremy Hansen (Especialista de Missão): Astronauta da Agência Espacial Canadense.

​A realidade técnica é clara: a missão Artemis II não vai pousar. O plano é direto: estes quatro astronautas vão circular a Lua e retornar imediatamente para a Terra.

  • A Manobra do "Estilingue": A nave usará a Trajetória de Livre Retorno. A gravidade da Lua puxará a cápsula, fará a volta por trás do satélite e a lançará de volta para a Terra. É o teste definitivo para os novos sistemas de navegação.
  • O Desafio da Reentrada: Ao retornar, a cápsula Orion atingirá a atmosfera a 40.000 km/h. O foco principal é validar o novo escudo térmico através da manobra Skip Entry (onde a nave "quica" na atmosfera para perder calor). Sem esse teste com humanos, um pouso seria um risco inaceitável.

​Por que em 1969 "era fácil" e hoje parece tão difícil?

​Esta é a dúvida de milhões de seguidores: se já fomos e voltamos várias vezes no passado, por que tanta demora agora?

  1. A Perda do "Know-how": As fábricas e os engenheiros veteranos que construíram o projeto Apollo não estão mais aqui. A tecnologia daquela época era artesanal. Hoje, estamos reconstruindo tudo do zero com sistemas digitais. Não se fabricam mais aquelas peças; tivemos que reinventar a roda com segurança moderna.
  2. Tolerância Zero ao Risco: Na década de 60, o risco era aceito por causa da Guerra Fria. Hoje, a NASA preza pela vida acima de tudo. Um erro fatal agora cancelaria o futuro da exploração espacial.
  3. Da Visita para a Permanência: A missão Apollo era para "tirar foto e voltar". A Artemis está sendo feita para ficar. Isso exige naves muito mais robustas e sistemas de suporte à vida que não podem falhar.


​O veículo de pouso (o módulo HLS) sequer estará presente nesta missão. A Artemis II é o passo obrigatório para garantir que o "transporte" é seguro. Somente após o sucesso total desta volta é que a NASA enviará a Artemis III para, enfim, tocar o solo lunar novamente.

​A ciência moderna não admite o erro. Estamos testando a sobrevivência no espaço profundo para que o retorno seja definitivo.

Marcius Pirôpo Campeão Mundial

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