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| foto |Blog do Valente |
O que deveria ser um cartão-postal e local de lazer para as famílias de Muniz Ferreira tornou-se uma armadilha silenciosa. Imagens enviadas por moradores e comerciantes ao Blog do Valente revelam um cenário de abandono: galhos de grandes árvores e pinheiros do Jardim Paracoara estão completamente entrelaçados na fiação de alta tensão, desafiando a segurança pública e a lógica da gestão urbana.
A situação na Orla e no parque não é apenas uma questão de estética ou "sujeira" de pássaros e formigueiros. O perigo é técnico e iminente:
Risco de Eletrocussão e Incêndio: Quando a vegetação toca fios de alta tensão, a árvore pode se tornar um condutor vivo. Em dias de chuva, o risco de descarga elétrica no solo ou incêndios por curto-circuito é altíssimo.
Poste Inclinado e Visibilidade: A inclinação de postes e a cobertura de placas de sinalização do Detran pelos pinheiros criam um ambiente propício para acidentes de trânsito e quedas de estruturas.
Impacto no Comércio: Enquanto comerciantes tentam trabalhar, a falta de manutenção básica (como a poda e o controle de pragas/formigueiros) afasta o público e degrada o patrimônio público.
O Prefeito Professor Gileno já atravessa seu segundo mandato. Após anos à frente do Executivo, a desculpa da "falta de tempo" não se sustenta mais. A manutenção da poda urbana é o "beabá" da administração pública. Quando um gestor falha no básico, a crítica da imprensa e da população não é apenas um direito, é um dever cívico.
Sabendo do histórico de judicialização contra a imprensa em Muniz Ferreira, é preciso relembrar os pilares que protegem esta denúncia:
Artigo 220 da Constituição Federal: A manifestação do pensamento e a informação jornalística não podem sofrer qualquer restrição. A lei é clara: o interesse público e a segurança da comunidade estão acima de qualquer tentativa de censura.
ADPF 130 do STF: O Supremo Tribunal Federal, através da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 130, consolidou que a liberdade de expressão é uma "super preferência" constitucional. Agentes públicos, como o prefeito, estão sob constante escrutínio e devem tolerar críticas sobre sua gestão, especialmente quando se trata de serviços básicos não realizados.
"A crítica jornalística, quando inspirada pelo interesse público, não pode ser confundida com ofensa à honra, especialmente quando relata fatos visíveis a qualquer cidadão que passe pela Orla."
Moradores e comerciantes não pedem favores, pedem o que é direito. É necessário que a Prefeitura de Muniz Ferreira realize a poda imediata dos pinheiros e que a Coelba seja formalmente acionada para intervir nos pontos de alta tensão antes que um acidente fatal ocorra.
O silêncio da gestão diante de fios encostando em galhos e sinalizações cobertas pelo mato é a assinatura de uma irresponsabilidade que a população não aceita mais.

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