O Ministério do Planejamento e Orçamento elevou, na quinta-feira (24), a projeção do déficit primário do governo federal em 2026 de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões, sem considerar as deduções legais. Esta atualização de previsão acontece diante da inclusão do reajuste do Bolsa Família no Orçamento, com custo estimado em R$ 5,8 bilhões.
Devido a elevação da projeção do déficit, o governo federal anunciou um contingenciamento de R$ 13,6 bilhões, bem como um bloqueio de R$ 2,4 bilhões. De acordo com a equipe econômica, sem esse contingenciamento e R$ 67,3 bilhões das deduções legais da projeção, o resultado primário, que é a diferença entre o que o governo arrecada e os gastos que tem, seria zero, segundo inforações da CNN.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família. O valor foi acomodado no Orçamento deste ano e a fonte para cobrir a despesa vem da redução na projeção dos gastos com a previdência, de acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
