A sessão da Câmara Municipal de Nazaré, no Recôncavo Baiano, realizada na última quinta-feira (17), foi marcada por cobranças incisivas por parte dos vereadores em relação à postura do Poder Executivo. O principal foco dos discursos foi a necessidade de uma interlocução mais estreita com o prefeito Benon Cardoso, com os edis apontando um evidente distanciamento da atual gestão em relação ao Legislativo municipal.
Durante a plenária, parlamentares e lideranças locais ressaltaram que o perfil de Benon — que tem origem no setor comercial e assumiu o Executivo sem um longo histórico na política tradicional — tem gerado atritos na condução das relações institucionais. As queixas apresentadas indicam que o gestor tem tido dificuldades em lidar com a dinâmica pública, adotando frequentemente uma postura de enfrentamento judicial diante de questionamentos. Há relatos na cidade de que cidadãos e profissionais de imprensa vêm sendo processados ao tecerem críticas à sua administração.
O clima de desgaste entre os poderes já acumula episódios recentes de fricção. Há pouco tempo, a própria Câmara Municipal de Nazaré aprovou uma moção de repúdio contra o prefeito, um forte indicativo da fragilidade na base de diálogo e do acirramento dos ânimos políticos na cidade.
No atual cenário, a soma desse histórico de embates judiciais com o distanciamento da Câmara reflete diretamente no capital político do gestor. Avalia-se nos bastidores que essa postura tem gerado resistência significativa, impactando sua aceitação perante parte da população e dificultando a consolidação de uma base de apoio sólida entre os vereadores para o andamento das pautas do município.
