Nesta sexta-feira (16), data em que se celebra o Dia Mundial da Alimentação, o Governo do Estado da Bahia deu mais um passo expressivo no enfrentamento à vulnerabilidade social com a inauguração da Cozinha Comunitária Municipal no distrito de Serra da Carnaíba, em Pindobaçu.
Enquanto o Estado avança na garantia de direitos e na segurança alimentar — articulando a assistência social com a produção da agricultura familiar —, a realidade de outros municípios baianos administrados por aliados do Palácio de Ondina revela um abismo vergonhoso de descaso e omissão.
É o caso emblemático de Muniz Ferreira.
O triste topo do ranking: A insegurança alimentar que a Prefeitura prefere ignorar
Apesar de o prefeito de Muniz Ferreira, Professor Gileno, ostentar proximidade política com a base do Governo Estadual, a articulação institucional parece não funcionar quando o assunto é o prato de comida do cidadão mais carente.
Dados alarmantes revelados por pesquisas de repercussão estadual — com destaque para os levantamentos divulgados pela imprensa e pela TV Bahia (afiliada da Rede Globo) com base em índices de vulnerabilidade e ferramentas como o TRIA (Triagem de Risco para Insegurança Alimentar) — colocaram Muniz Ferreira na liderança dos piores índices de insegurança alimentar do estado da Bahia em 2025.
Enquanto crianças dependem da merenda para não dormir com fome, Câmara de Muniz Ferreira silencia diante do último lugar no Índice Tríade.
Trata-se de uma chaga social inaceitável. Enquanto a gestão municipal se perde em prioridades distantes das reais necessidades do povo, centenas de famílias no município convivem diariamente com a incerteza de ter o que comer.
Merenda escolar precária e o silêncio do Executivo
O cenário de vulnerabilidade em Muniz Ferreira não se restringe aos lares carentes; ele escancara-se também dentro dos portões das escolas públicas. Pais e mães de alunos têm denunciado, de forma recorrente, a péssima qualidade da merenda escolar distribuída na rede municipal.
Para muitas crianças do município, a refeição fornecida na escola deveria ser a garantia de nutrição básica diária. No entanto, o descaso com a gestão dos insumos alimentares transforma o ambiente escolar em mais um reflexo do descompromisso administrativo.
Diante desse quadro caótico, a pergunta que ecoa nas ruas de Muniz Ferreira é inevitável: Se o prefeito Professor Gileno é aliado do Governo do Estado, o que falta para buscar um projeto estruturante como o Bahia Sem Fome e implantar uma Cozinha Comunitária no município? Por que a máquina pública municipal permanece inerte diante da fome que assola o seu próprio povo?
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O espaço deste portal permanece rigorosamente aberto para que a Prefeitura Municipal de Muniz Ferreira e o prefeito Professor Gileno possam prestar esclarecimentos públicos sobre os índices de insegurança alimentar no município e as providências adotadas em relação à qualidade da merenda escolar. A sociedade exige respostas.
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