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sexta-feira, 4 de junho de 2021

Prefeito prorroga medidas restritivas e vê cenário de "estabilidade" da pandemia

 



Em coletiva de imprensa, Bruno Reis anunciou mutirão de vacinação por faixa etária e evitou polemizar encontro com o presidente Jair Bolsonaro



O prefeito de Salvador, Bruno Reis, anunciou a prorrogação de todas as medidas de combate à pandemia do coronavírus, até o dia 15 de junho. O anúncio foi feito durante coletiva virtual realizada nesta sexta-feira (4).

Segundo o prefeito, os hospitais particulares da capital baiana estão com taxas de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva entre 78% e 81%, enquanto os hospitais do município apresentam 82% de ocupação. Ele não descartou a possibilidade de adotar medidas mais rígidas caso a situação piore, mas avalia que o cenário é de "estabilidade". "Iremos permanecer na mesma situação em que estamos por mais sete dias", disse.

A fim de cumprir a meta de vacinar 20 mil pessoas por dia e avançar na imunização por faixa etária, o prefeito anunciou que Salvador terá um mutirão de vacinação contra a Covid-19 por faixa etária neste sábado (5), voltado para todas as pessoas com 55 anos ou mais. Os locais de vacinação ainda não foram divulgados, mas a prefeitura já definiu que das 8h às 12h, serão imunizados os nascidos até 4 de janeiro de 1966. Das 13h às 16h, é a vez dos que nasceram até 5 de junho de 1966.

O prefeito também demonstrou preocupação com aglomerações durante a realização da Copa América, que acontece de 13 de junho a 10 de julho no Brasil. Salvador não está entre as sedes do torneio, mas o gestor disse ter receio de que torcedores se aglomerem em bares para acompanhar os jogos. As sedes escolhidas foram Brasília, Rio de Janeiro, Cuiabá e Goiás. "O que a gente puder fazer para evitar com que as pessoas se aglomerem e se reúnam, a gente deve fazer nesse momento. Não estamos livres da pandemia", pontuou.

Outro ponto abordado por Bruno Reis durante a coletiva de imprensa foi o encontro com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Cidadania, João Roma. Indagado se o encontro com Bolsonaro e Roma poderá abalar sua relação com ACM Neto e prejudicar os planos do padrinho político na provável disputa ao governo da Bahia em 2022, o chefe do Executivo soteropolitano evitou polemizar o tema. “Em relação à política e eleição, estamos ainda a 16 meses das eleições. Tem muita água pra passar por debaixo dessa ponte. Fui eleito pra governar a cidade e procurar a todos, esse é o meu papel como prefeito”, respondeu.


M1

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