OLIMPÍADAS


domingo, 29 de agosto de 2021

Após casos de sequestros, BC limita a R$ 1.000 valor de Pix entre 20h e 6h

 


O Banco Central divulgou hoje novas regras de segurança para o sistema de pagamentos Pix. Uma das medidas impõe limite de horário para transações acima de R$ 1.000, que ficam "bloqueadas" entre 20h e 6h. Também será fixado um prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para as instituições aprovarem pedidos para aumento dos limites de transação. Em canais presenciais, a alteração terá efeito imediato.

Será possível cadastrar previamente contas que poderão receber Pix acima dos limites estabelecidos, informou o Banco Central. Porém há um prazo mínimo de 24 horas para aprovação, impedindo o cadastramento imediato em situação de risco. "O cliente poderá escolher não ter limite de dia, e optar pelo limite apenas à noite. Em caso de pedido de redução do limite por canais digitais, a mudança será imediata. Mas em caso de aumento do limite, haverá um prazo mínimo de 24 horas para proteger o cliente", afirmou o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, João Manoel Pinho de Mello. 

"É importante que a sociedade saiba disso, inclusive os criminosos. A ideia é tirar incentivo a crimes violento por uso do Pix".


 BC impõe limites para combater sequestros

As medidas foram anunciadas após alta no registro de crimes e golpes envolvendo o Pix, que permite transferências imediatas em qualquer dia da semana. O Banco Central informou que as novas regras entrarão em vigor em algumas semanas, para que as instituições tenham tempo de se adaptar.

Em entrevista coletiva, Pinho de Mello acrescentou que o Banco Central estudou a utilização do Pix no período noturno, para que o limite não prejudicasse os usuários. "Durante a noite, 90% das transações tem montante igual ou menor a R$ 500".

O Banco Central também estendeu regras para outros meios de pagamento, como a modalidade TED. Agora, usuários não poderão fazer pagamentos via TED para diferentes titularidades entre 20 horas e 6 horas, com exceção de agendamentos.

Segundo o Banco Central, isso evita que, na impossibilidade de uso do Pix, criminosos obriguem pessoas a agendarem um pagamento via TED —que não pode ser cancelado.


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