OLIMPÍADAS


sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Em aceno a caminhoneiros, Bolsonaro fala em zerar imposto do diesel em 2022

 

Em aceno a caminhoneiros, Bolsonaro fala em zerar imposto do diesel em 2022
Foto: Divulgação / CNT


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez novo aceno a caminhoneiros nesta sexta-feira (6) e disse que planeja zerar o imposto federal do óleo diesel em 2022.
 

"Gostaria de zerar o imposto federal do diesel a partir do ano que vem. Vou me empenhar sobre isso. Não posso garantir, não é uma promessa, é um estudo", disse o presidente a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada. A declaração foi divulgada por uma página bolsonarista no Youtube.
 

Bolsonaro zerou os tributos federais -- PIS e Cofins-- do óleo de março ao fim de abril deste ano, em esforço para conter a insatisfação de caminhoneiros.
 

Mesmo após esta isenção, alguns estados aumentaram a cobrança de ICMS sobre o produto. O benefício acabou sendo engolido por outros componentes do preço final.
 

"Não é fácil resolver. Zerei por dois meses, joguei R$ 2 bilhões fora. São Paulo aumentou o ICMS", disse o presidente.
 

O imposto estadual é calculado sobre preços médios pesquisados pelos estados, conhecidos como PMPF. Assim, a elevação do preço nas bombas puxa alta no ICMS.
 

"Tem de ter fonte alternativa para compensar (a redução do tributo). Estou trabalhando há algum tempo. Ontem apareceu uma luz para zerar a partir de janeiro. Não posso garantir", disse o presidente, em fala também divulgada pela página nesta sexta-feira (6), mas feita na quarta (4).
 

Bolsonaro tem procurado formas de agradar os caminhoneiros, categoria que o ajudou a se eleger em 2018 e que exerce constante pressão sobre o governo. O presidente já havia prometido, em 13 de julho, reduzir os impostos sobre o óleo.
 

Bolsonaro também planeja a criação de uma espécie de "vale-gás", para distribuir um botijão a cada dois meses a beneficiários do Bolsa Família. Segundo o presidente, a Petrobras tem R$ 3 bilhões para bancar o benefício, mas o presidente da estatal, general Joaquim Silva e Luna, disse que a companhia não é o "ator principal" deste debate.
 

No fim de junho, lideranças dos caminhoneiros estiveram na Petrobras e ouviram que a política de alinhamento aos preços internacionais é importante para a companhia. Uma semana depois, a empresa anunciou reajustes no diesel, na gasolina e no gás de cozinha, e a categoria voltou a ventilar ameaças de greve.
 

Bolsonaro voltou a defender nesta sexta (6), diante de apoiadores, que o Congresso aprove o projeto de lei que altera regras de cobrança do ICMS sobre combustíveis. A proposta faz parte da disputa de Bolsonaro com governadores pelo preço da gasolina.





BN 

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