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Alunos de medicina da Bahiana reclamam de aumento de mais de R$ 500 na mensalidade

 



O reajuste de 9,46% aplicado na mensalidade do curso de medicina da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), em Salvador, pegou muitos alunos de surpresa neste início de semestre. Um demonstrativo de preços ao qual o BNews teve acesso mostra que em 2021 a mensalidade era R$ 5.390, e passou a custar R$ 5.900 em 2022.

Mas o que tem causado indignação por parte dos alunos é que dos oito cursos oferecidos pela instituição, apenas os de medicina e psicologia sofreram reajustes. Odontologia, biomedicina, enfermagem, fisioterapia, educação física e informática em saúde continuam com o mesmo valor do ano passado.

“Houve um aumento na faixa dos 10% no curso e obviamente o pais está numa situação complicada, com inflação, o que a gente espera é que fosse comum a todos os cursos da faculdade. A instituição é sem fins lucrativos, não teria, por exemplo, a lógica de outras faculdades para gerar lucros. Foi estranho para nós porque compartilhamos com outros cursos do mesmo ambiente, equipamentos, espaços físicos e a gente já vê que nossa mensalidade já é bem maior e foi alterada dessa forma. Sabemos que o peso do curso é maior, são 150 vagas, mas isso não significa que o aumento tenha que vim só pra gente”, disse à nossa reportagem um aluno do 5º semestre que preferiu não se identificar por temer retaliações.

O denunciante disse que não houve nenhuma justificativa para o aumento. “Procuramos a instituição, houve uma reunião com representantes dos alunos e essas justificativas não foram passadas de uma maneira satisfatória, eles apresentaram um demonstrativo financeiro que não explicava os gastos. Eles não conseguem esclarecer com os verdadeiros motivos”.

Por conta desses questionamentos, um aluno chegou a ingressar com uma representação no Centro de Apoio às Promotorias de Defesa do Consumidor (Ceacon) contra a instituição.

"Ocorre que não há qualquer justificativa plausível para o estabelecimento, por parte da instituição, de um tratamento diferenciado e discriminatório entre os seus diversos cursos, no tocante ao reajuste de preços para o ano letivo de 2022", diz um trecho da representação.

O documento pede que seja instaurado um procedimento administrativo para apurar o caso, e que a instituição apresente as planilhas de custo para a prestação dos serviços educacionais nos cursos de graduação ofertados ao mercado de consumo.

Procurada por nossa reportagem, a diretoria da Escola Bahiana de Medicina disse não vai comentar o caso.

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