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Menino que engoliu apito morre e família decide doar os órgãos, em SC

A família de Matheus Rodrigo de Oliveira decidiu autorizar a doação de órgãos do garoto.


O menino de 7 anos que engoliu um apito, em Navegantes (SC), teve a morte cerebral confirmada na noite da quinta-feira (17) em um hospital em Itajaí, cidade vizinha. A família de Matheus Rodrigo de Oliveira decidiu autorizar a doação de órgãos do garoto.

Bastante abalada, Tiele Costa de Oliveira, mãe do menino, contou à reportagem, que inicialmente não queria fazer a doação, na esperança de ainda ter o menino consciente. Após uma reunião com o restante da família, ficou decidido que os órgãos seriam doados.

O tio do menino, irmão de Tiele, morreu de leucemia à espera de um doador compatível de medula óssea.

"Da mesma forma que a gente já esperou por uma doação; com a possibilidade de doar e salvar outras vidas, pensamos em dar mais conforto [para quem vai receber os órgãos]", disse a mãe de Matheus.

As córneas, os rins, e o fígado, que foi para o Rio de Janeiro, já foram doados. Até o fim da tarde desta sexta (18), a família ainda aguardava o corpo do filho no Instituto Médico Legal para realizar o velório e o sepultamento. Ele era o segundo mais novo entre quatro irmãos.

Salvar vidas já estava no dia a dia de Matheus. Descrito como alegre, independente e espontâneo pela mãe, o menino tinha o sonho de ser bombeiro. "Um dia, ele encontrou uma capivara presa em um bueiro aqui perto. Ele não sossegava enquanto o bombeiro não chegava ali; ele queria salvar o animal, gostava muito de bichos", recordou.

A família também tinha adotado uma cadela, que ele adorava bastante. "Ele saía, na chuva e tudo, se ela tentasse fugir de casa", contou. "Eu acredito que a parte dele, [salvar vidas] ele fez".

Matheus precisou ser internado na UTI (Unidade de terapia Intensiva) no último sábado (12), após engolir um apito. Segundo o Corpo de Bombeiros, o garoto foi levado por dois homens até o quartel de Itajaí, cidade vizinha, no fim da tarde e chegou ao local inconsciente, carregado no colo pelo próprio pai.

No momento do atendimento, o menino tinha frequência cardíaca lenta e sinais de baixa oxigenação no corpo. Ele foi submetido a manobras de reanimação e expeliu o objeto alguns minutos após receber atendimento médico.

Os socorristas passaram 45 minutos fazendo manobras de reanimação no garoto até o quadro de parada cardiorrespiratória dele ser revertido. Quando o menino foi estabilizado, ele foi levado de helicóptero para o Hospital Infantil Pequeno Anjo, onde ficou internado na UTI e não resistiu.



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