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| foto: Arquivo |
Um retrato dos 477 anos: Câmara faz passeio visual pela alma de Salvador
Imagens destacam fé, tradição e vida cotidiana na celebração do aniversário da capital baiana
Salvador chega aos 477 anos (29 de março) reafirmando sua identidade única – uma cidade onde história, fé, cultura e cotidiano se misturam de forma vibrante. O ensaio do fotógrafo Antonio Queirós, promovido pela Câmara Municipal, traduz exatamente isso: um olhar sensível que percorre diferentes camadas da capital baiana, em homenagem à primeira capital do país.
O percurso visual começa pela fé, com o tradicional cenário da Igreja do Senhor do Bonfim, símbolo da religiosidade baiana. Em seguida, passa pela serenidade da Ponta de Humaitá, onde a Baía de Todos-os-Santos reflete luz e história.
O cotidiano também ganha protagonismo na Feira de São Joaquim, com imagens que revelam o trabalho, o suor e o sorriso do povo soteropolitano. Já no Pelourinho, o ensaio destaca a força histórica e arquitetônica, conectada ao icônico Elevador Lacerda.
Outros pontos reforçam o diálogo entre tradição e modernidade: o Farol da Barra e o Porto simbolizam a abertura da cidade para o mundo. Regiões como o Carmo evidenciam resistência histórica e riqueza cultural, conectando o passado e o presente.
O ensaio completo pode ser conferido na galeria do portal da CMS: www.cms.ba.gov.br .
“Todas essas belezas naturais, culturais e históricas retratadas comprovam a luta apartidária e diária dos 43 vereadores por uma cidade cada vez melhor, que se renova sem perder as raízes para os soteropolitanos e turistas”, frisou o presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB).
O presidente da Câmara destacou ainda que o ensaio vai além de belas imagens: é uma declaração de amor à cidade. Salvador, segundo ele, segue como uma “musa” – sempre revelando algo novo, sem nunca perder suas raízes. “O que nos faz ter certeza de que muito ainda há de ser feito, em especial pelos que mais precisam, com a união de todos os poderes”, concluiu.
Arte e memória
Outro destaque das comemorações, segundo Muniz, é o painel do artista Carybé, cedido pelo Memorial da Câmara, que retrata Thomé de Sousa. A obra, em cerâmica vitrificada, integra a exposição “477 – Aniversário da Cidade da Bahia”, em cartaz no Museu da Misericórdia até 18 de abril.
“A mostra reúne 62 artistas e reforça que Salvador não é apenas um espaço geográfico, mas um território de memória, resistência e reinvenção contínua”, concluiu.
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Audiência pública debate Pacto
Antifeminicídio Mulheres Vivas
Reativação do Conselho Municipal de Defesa das Mulheres foi uma das prioridades apontadas na atividade presidida por Aladilce Souza
Uma campanha pela aplicação integral da legislação de enfrentamento à violência contra as mulheres, a exemplo da Lei Maria da Penha em toda a sua abrangência, foi um dos encaminhamentos da audiência pública sobre o Pacto Antifeminicídio Mulheres Vivas. A atividade foi presidida pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), na tarde de ontem (26), no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador.
Realizado em parceria com a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, o evento priorizou também a luta pela reinstalação do Conselho Municipal de Defesa das Mulheres e pelo fortalecimento da rede de Assistência Social, dos Crams e dos Creas.
Um dos pontos altos da audiência foi a leitura do documento do Grupo de Trabalho (GT) da Rede de Enfrentamento, por Sandra Munhoz, da Casa da Mulher Brasileira Marielle Franco. Além das reivindicações já citadas, a carta sugere como pautas prioritárias a ampliação dos serviços e atendimentos especializados nos centros de convivência, a exemplo do Subúrbio Ferroviário; a transparência e a participação social na definição e execução do orçamento destinado a políticas públicas para as mulheres; e a divulgação acessível dos serviços disponíveis.
Segundo a vereadora Aladilce, a audiência que lotou o auditório foi altamente representativa e produtiva. Como encaminhamento, ela solicitará audiência com o secretário Júnior Magalhães, titular da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre), para tratar da necessidade de agilizar a liberação do auxílio-aluguel às mulheres em medida protetiva. Além disso, vai propor o debate das questões de gênero nas escolas e defender a ampliação do orçamento para políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres.
“Temos que lutar pela redução desses números que nos envergonham, e o Pacto Antifeminicídio, lançado pelo presidente Lula, é um grande aliado nesse processo”, frisou Aladilce, citando que quatro mulheres são mortas por dia no Brasil. Na Bahia, foram 108 assassinadas no ano passado, sendo 11 em Salvador.
Juntamente com Aladilce, participaram também os vereadores Marta Rodrigues (PT), João Cláudio Bacelar (Podemos), Hamilton Assis e Eliete Paraguassu (PSOL), que colocaram seus mandatos à disposição de uma luta coletiva pela efetivação dos encaminhamentos.
Suprapartidária
A deputada Alice Portugal falou sobre a dupla ou tripla jornada diária de trabalho a que as mulheres continuam se sujeitando e classificou como de grande importância, na luta contra o feminicídio, a aprovação, pelo Senado, da lei que tipifica o crime de misoginia. “Essa é uma luta suprapartidária, porque precisamos do apoio de todos para materializar o Pacto, com ações concretas. Já temos uma robustez em termos de leis, sobretudo a Maria da Penha, mas temos que encampar uma grande campanha do tipo ‘cumpra-se a legislação’”, defendeu.
A delegada Simone Moitinho representou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e apresentou os esforços para avançar na humanização do atendimento às vítimas. A pesquisadora Greice Menezes, do GTFem, apresentou um levantamento sobre o cenário no Brasil, alertando para o crescimento das estatísticas, inclusive dos casos de tentativa de feminicídio e de outras violências que antecedem os crimes.
Fernanda Cerqueira, representante da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, lembrou que o Centro de Referência Loreta Valadares foi criado antes da Lei Maria da Penha, há 20 anos, e que o Município implantou mais dois centros de acolhimento às mulheres em processo de medidas protetivas.
Entre os principais gargalos à melhoria do atendimento às mulheres vítimas de violência, a defensora pública Isabel Martins destacou que o Nudem (Núcleo de Defesa da Mulher) conta com apenas três defensores na capital, responsáveis por medidas protetivas, ações de guarda e de alimentos. “A Lei Maria da Penha é muito boa, mas precisa ser aperfeiçoada ano a ano, inclusive em termos de orçamento”, argumentou. O auxílio-aluguel, segundo ela, deveria ser implementado em 48 horas, de forma mais desburocratizada, pois “muitas vezes, a mulher volta para o relacionamento abusivo por dependência financeira”.
Também tiveram fala na audiência Jéssica Baiano, da União Brasileira de Mulheres; Isabela Conde, do AmparaMulher; e a psicóloga Juliete Barreto. Todas ressaltaram o avanço representado pelo Pacto Antifeminicídio, desde que produza medidas efetivas que favoreçam o enfrentamento. Estiveram presentes, ainda, diversos movimentos e entidades, como a União dos Estudantes da Bahia, a Comissão de Mulheres do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI).
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Câmara homenageia mulheres
na 2ª edição do Legado Feminino
Evento presidido pelo vereador Felipe Santana foi prestigiado e lotou o Plenário Cosme de Farias
A Câmara Municipal de Salvador viveu uma noite de casa cheia, ontem (26), durante a realização da 2ª edição do Legado Feminino, iniciativa do vereador Felipe Santana (PSD), que, conforme o autor, já começa a se consolidar como um dos principais momentos de reconhecimento promovidos pelo mandato.
Para o vereador Felipe Santana, a consolidação do evento demonstra a importância de abrir espaço para esse tipo de reconhecimento. “Vimos hoje uma casa cheia, com muitas pessoas presentes para prestigiar essas histórias. Isso mostra o quanto é importante valorizar quem está contribuindo de forma concreta para o desenvolvimento da nossa cidade”, afirmou.
Com o Plenário Cosme de Farias lotado e a presença de diversas autoridades, lideranças políticas e representantes da sociedade civil, o evento contou com uma cerimônia marcada pela valorização de trajetórias femininas que têm impacto direto na cidade.
Neste ano, foram homenageadas a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), a educadora Kátia Santos, a produtora Marta Góes, a empresária Angeluci Figueiredo (Preta) e a enfermeira Amanda Gaspar, nomes que representam, em diferentes áreas, a força e a presença das mulheres na construção de Salvador.
Ao longo da noite, o público acompanhou uma programação que combinou reconhecimento institucional com falas que destacaram o papel das mulheres nos espaços de decisão, na formação, na cultura, nos negócios e no cuidado com a população.
“A 2ª edição reforça o crescimento do Legado Feminino e aponta para a continuidade da iniciativa, que ganha cada vez mais força dentro e fora da Câmara”, afirmou Felipe Santana.
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Coletivo Raiz Livraria realiza
encontro na Biblioteca da Câmara
Grupo reuniu escritores para planejar atividades do ano e participação na Bienal do Livro Bahia
O primeiro encontro do coletivo Raiz Livraria em 2026 foi realizado ontem (26), na Biblioteca Professor Jorge Portugal, localizada no Centro de Cultura Vereador Manuel Querino da Câmara Municipal de Salvador.
Escritores de diferentes localidades participaram do encontro que serviu para troca de informação e fortalecimento do grupo. Os escritores discutiram os planos para este ano, notadamente a participação na Bienal do Livro Bahia. No bate-papo, compartilharam pensamentos, experiências e visões para este novo ciclo.
“Felizmente, conquistamos esse espaço aqui em 2025, e eu digo que é mais um abraço nessa teia de arte e amizade que a gente vem gerando e ampliando na biblioteca do Centro de Cultura da Câmara”, afirmou Katiana Rigaud, administradora do projeto.
Sobre a participação na edição da Bienal do Livro Bahia 2026, entre os dias 15 e 21 de abril, tendo uma mesa na programação oficial do evento, a escritora Gizele Jonas, autora de Biografia de uma Mulher Comum, afirmou: “Para quem se interessa por literatura baiana, a partir do olhar de escritores baianos, temos nossos livros expostos o ano inteiro na Biblioteca da Câmara. E para quem quiser visitar, conhecer esses autores e prestigiar o trabalho do coletivo, estaremos na Bienal do Livro, todos os dias, das 9h às 21h”.
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