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Aladilce afirma que IBGE comprova desigualdade estrutural em Salvador


Vereadora critica programa Pé na Escola e aponta queda no desempenho educacional como reflexo da falta de investimentos públicos


Com base na consolidação dos dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no último domingo (5), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) criticou, no dia 6, a atual e as últimas gestões do Município por não investirem na redução das desigualdades sociais. O estudo revela que, apesar de ser um dos grandes centros urbanos do país, a capital baiana continua com indicadores que atestam “uma desigualdade estrutural persistente, limitações econômicas e fragilidades no planejamento urbano”, como ressaltou Aladilce.

A vereadora afirmou ainda que a consolidação, baseada no Censo 2022 e em séries históricas iniciadas em 2010, alcança as gestões de ACM Neto e Bruno Reis. Na área da educação, por exemplo, apesar de a escolarização atingir uma cobertura de 97,47%, o estudo mostrou que o Ideb passou de 5,5 nos anos iniciais para 3,9 nos anos finais da apuração.

“O acesso à educação foi universalizado, mas a qualidade permanece desigual. A queda no desempenho ao longo da trajetória escolar compromete a formação de capital humano. Isso limita oportunidades econômicas e contribui para a reprodução da desigualdade. Em termos de segurança, a fragilidade educacional aumenta a vulnerabilidade de jovens e reduz perspectivas de mobilidade social”, avaliou o IBGE.


Qualidade do ensino


Segundo Aladilce, um dado preocupante da educação municipal é o comprometimento do investimento público em programas como o Pé na Escola, que consiste em comprar vagas na rede privada para suprir o déficit, sem qualquer controle sobre a qualidade do ensino.

“Esse Ideb é uma vergonha, e nós não podemos elogiar o Pé na Escola, criado com o argumento de que a Prefeitura não tinha condição de construir e montar salas para suprir a demanda escolar. Então, provisoriamente, estabelecia-se essa transferência das matrículas para o setor privado. É, na prática, uma privatização. E isso não é bom, porque a escola pública deve ser responsabilidade do Município e deve ter responsabilidade social”, ponderou, chamando atenção para a manutenção desse processo que deveria ser emergencial.


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Ireuda lamenta feminicídio de

jovem baiana em Ibirapitanga


Vereadora cobra rigor na investigação e reforça a necessidade de fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres


A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, lamentou, com profunda indignação, o assassinato da jovem Karielle Lima Marques de Souza, de 23 anos, morta a facadas junto com o filho de seis anos, na cidade de Ibirapitanga, no sul da Bahia.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o crime teria sido cometido por um vizinho que não aceitava a rejeição da vítima, configurando mais um caso brutal de feminicídio no estado.

Karielle ganhou destaque ao representar sua cidade no concurso Beleza Negra do Ilê Aiyê, que escolhe a tradicional Deusa do Ébano, símbolo da valorização da cultura afro-brasileira. Além disso, era mãe solo, capoeirista e trabalhava como trancista. Para Ireuda Silva, a morte da jovem representa uma perda irreparável e expõe a gravidade da violência contra as mulheres no país.

“Estamos diante de uma tragédia que destruiu uma família inteira. Uma jovem negra, cheia de sonhos e talento, teve a vida interrompida de forma cruel, simplesmente porque exerceu o direito de dizer não”, afirmou.


Investigação


A vereadora também cobrou rigor na investigação e punição exemplar ao responsável pelo crime. “Não podemos permitir que casos como esse se tornem apenas mais um número nas estatísticas. É preciso justiça rápida e firme. O feminicídio é a face mais extrema da violência de gênero e exige uma resposta contundente das autoridades”, declarou.

Ireuda ressaltou, ainda, a importância de fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres e de combater a cultura da violência que atinge, principalmente, mulheres negras e em situação de vulnerabilidade.

“Minha solidariedade à família e à comunidade de Ibirapitanga. Que a memória de Karielle e de seu filho nos mobilize ainda mais na luta por respeito, proteção e vida para todas as mulheres”, pontuou a parlamentar.



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DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR 
Marcius Pirôpo Campeão Mundial

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