Você sabia que a biologia humana vai muito além do conceito de "macho ou fêmea"?
A ideia de que o mundo se divide estritamente entre "homem ou mulher", baseada apenas em conceitos tradicionais, cai por terra diante dos fatos genéticos e biológicos. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) e especialistas revelam que cerca de 1,7% da população mundial nasce intersexo. Esse número impressiona: é quase a mesma quantidade de pessoas que nascem ruivas em todo o planeta.
Muitas dessas pessoas nascem com genitais ambíguos ou com a presença física de pênis e vagina no mesmo corpo, além de variações em cromossomos e gônadas que não se encaixam no padrão binário tradicional. É uma realidade da natureza que a ciência comprova, mas que o preconceito e o fundamentalismo tentam esconder ou ignorar.
A Ciência contra o Fundamentalismo
O entendimento dessas variações é um golpe direto no fundamentalismo e nos discursos que tentam impor uma visão limitada da humanidade. Enquanto setores religiosos e conservadores se apegam a dogmas para ditar regras sobre a existência alheia, a biologia mostra que a diversidade é uma marca intrínseca da nossa espécie.
Desmistificar a condição intersexo é essencial para acabar com a exclusão e a violência. A natureza não segue regras sociais ou religiosas rígidas; ela se manifesta de formas variadas, complexas e legítimas. Ignorar a existência desses milhões de cidadãos é ignorar a própria realidade da vida e da criação.
Em conformidade com a Constituição Federal, no seu Artigo 220, e a decisão do STF na ADPF 130, reafirmamos o compromisso com a liberdade de expressão e o dever de levar a informação correta ao público. Informar com base na ciência é a maior arma que temos contra a ignorância e o preconceito.
Marcius Pirôpo
Repórter e Diretor do Pirôpo News
Professor e Campeão Mundial de Karatê
Mestre pela FACEI e Doutor Honoris Causa (EUA)
Delegado Nacional dos Direitos Humanos (CNDDH)
Correspondente da Diamantina FM 95.5 - Jornal É Hora de Notícia
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