Por: Marcius Pirôpo
Uma reviravolta administrativa nos bastidores políticos de Nazaré acendeu o debate sobre a coerência e a transparência nas decisões do prefeito Benon. O gestor municipal havia anunciado publicamente o desligamento da professora Urânia Santos das Chagas do comando da Secretaria de Educação sob a justificativa de que ela precisava se afastar para se dedicar exclusivamente aos estudos — especificamente a um programa de doutorado.
No entanto, no último dia 2 de junho, a publicação oficial da nomeação de Urânia para o cargo de Gerente de Políticas Sociais, na Secretaria de Assistência Social, desfez a narrativa de "afastamento da gestão" e abriu margem para um questionamento inevitável.
A Pergunta que Não Quer Calar
Diante dos fatos, a opinião pública de Nazaré se vê diante de um enigma de gestão:
- Se a dedicação aos estudos inviabilizava a permanência da professora à frente da Educação, como ela agora dispõe de tempo para assumir uma gerência estratégica na Assistência Social?
- O cargo de gerência na Ação Social exige menos empenho, ou o tempo de estudo milagrosamente se flexibilizou para a nova função?
O questionamento levantado pelo nosso portal não tem o objetivo de desabonar a competência técnica ou a reputação da professora Urânia — figura amplamente respeitada no município —, mas sim de cobrar a devida coerência e explicação por parte do Prefeito Benon sobre os critérios que norteiam o remanejamento do seu primeiro escalão.
Dança das Cadeiras: Júnior na Educação e Empresária no Social
Com a saída de Urânia da Educação, a pasta foi assumida pelo secretário Júnior, que deixa a Assistência Social. Para preencher a vaga deixada por ele no Social, o prefeito nomeou a empresária local Hilda Brito, nome bastante conhecido no comércio nazareno, proprietária de lojas e ex-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Nazaré.
Sabendo que setores da administração pública local costumam reagir com incompreensão e tentativas de censura jurídica contra o livre exercício do jornalismo, o portal Pirôpo News reafirma o seu papel social.
A formulação dessas perguntas encontra total amparo no Artigo 220 da Constituição Federal e na histórica decisão do Supremo Tribunal Federal na ADPF 130, que garantem a liberdade plena de informação jornalística e vetam qualquer tipo de censura prévia. O interesse público em saber como os cargos são distribuídos e quais as reais motivações de um prefeito é soberano.
O espaço permanece aberto para que o prefeito Benon ou a assessoria do município esclareçam a contradição aos cidadãos nazarenos.


