sábado, 12 de dezembro de 2020

Alunos criticam forma como curso de Jornalismo presencial na Estácio foi encerrado


Alunos criticam forma como curso de Jornalismo presencial na Estácio foi encerrado

Alunos de Jornalismo da Universidade Estácio da Bahia (FIB) reclamam da postura da instituição após o fim repentino da modalidade presencial do curso. Um grupo de discentes elaborou uma carta de repúdio nesta sexta-feira (11).

 

De acordo com o documento, o enceramento do curso foi feito de maneira unilateral pela faculdade “aos 45 minutos do segundo tempo”, em reunião realizada na última quinta-feira (10) com os estudantes. “Assim, de maneira direta e sem rodeios, os alunos também foram pegos de surpresa com a situação”, diz trecho do documento.

 

“A grande maioria dos alunos afetados com essa decisão está matriculada no quinto semestre em diante, com mais de 50% do curso realizado e agora, de maneira açodada, terão que buscar novos caminhos. Vale lembrar que, muitos desses alunos são bolsistas dos mais variados programas estudantis e, portanto, não possuem tempo hábil para definir a situação de transferência e bolsas com novas instituições”, reclama o grupo, em outra parte da carta.

 

“A grande maioria dos alunos afetados com essa decisão está matriculada no quinto semestre em diante, com mais de 50% do curso realizado e agora, de maneira açodada, terão que buscar novos caminhos”, emenda.

 

Segundo a estudante Emilly Giffone, a reitora da universidade, Roberta Franco de Carvalho Pinho, sugeriu apenas três opções: mudança de curso, para o EAD ou transferência para outra graduação. “A nossa insatisfação é que avisaram de qualquer jeito, sem pensar que nós alunos somos seres humanos, temos sonhos. Sou bolsista do Educa Mais Brasil, e se eu permanecer na Estácio como EAD, perco minha bolsa e se eu transferir também perco. Ou seja, tenho duas péssimas opções para decidir qual a menos prejudicial. São vários bolsistas”, desabafa, em entrevista ao Bahia Notícias. “A fala da reitoria era extremamente desrespeitosa”, acrescenta.

 

Emilly ainda conta que a Estácio possui estrutura física com estúdios para audiovisual e rádio. No entanto, os estudantes pouco tinham acesso a estes serviços. 

 

“Sabemos que o mundo vive um período de pandemia, porque não dizer de calamidade social, e que as instituições estão se moldando a uma nova realidade. Mas, sabemos também que o risco do negócio no direito do consumidor é de quem oferta o serviço, a Estácio transferir o seu prejuízo financeiro para os alunos e acabar com a modalidade presencial, sem ao menos, por exemplo, traçar um convênio com outras instituições, é desequilibrar a balança da relação de consumo”, finaliza a carta escrita pelo grupo de estudantes.

 

Segundo Emilly, são cerca de 70 alunos inscritos na graduação. Deles, apenas 19 sinalizaram que iriam aderir ao movimento de mudar de curso. Os outros seguem insatisfeitos.

 

por Matheus Caldas / Jade Coelho


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