Últimas Notícias

Improbidade Administrativa: Uso de Cores de Campanha em Prédios Públicos e na Feira de Caxixis Gera Questionamentos em Nazaré



​Você já parou para pensar se o patrimônio da sua cidade pertence ao povo ou a um grupo político?

​Em Nazaré, a paisagem urbana tem chamado a atenção não pelas obras em si, mas pela paleta de cores adotada pela gestão dos atuais governantes, Benon e Rodrigo. Relatos e registros fotográficos apontam que repartições públicas e até a estrutura de eventos tradicionais estão sendo tomados pelas cores vermelho e amarelo — as mesmas utilizadas durante a campanha eleitoral da chapa vencedora. O caso mais emblemático ocorre na Feira de Caxixis, onde a cobertura das barracas dos artesãos foi padronizada no tom amarelo da campanha, o que tem sido classificado como um verdadeiro absurdo e desvio de finalidade.


​A utilização de cores, símbolos ou slogans que remetam a campanhas eleitorais em bens públicos é uma violação direta ao Artigo 37 da Constituição Federal, que rege a Administração Pública sob o Princípio da Impessoalidade. O parágrafo 1º deste artigo é claro: a publicidade e os atos do governo não podem conter elementos que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.

​Quando um prefeito utiliza as cores de sua vitória nas urnas para pintar escolas, postos de saúde ou as barracas de uma feira cultural como a de Caxixis, ele está usando o dinheiro do contribuinte para fazer marketing político contínuo. Isso configura, em tese, Improbidade Administrativa e abuso de poder político.


​O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) possui um entendimento consolidado e rigoroso sobre este tema, com diversas decisões recentes (2025) que servem de alerta para a atual gestão de Nazaré:

​Caso Angical: O TCM emitiu medida cautelar contra a prefeita Mônica Maria (Quinha), determinando a suspensão imediata da pintura de escolas e órgãos públicos na cor laranja. O tribunal rejeitou a justificativa de que a cor representava o "milho" do brasão, identificando clara vinculação política.

​Caso Barro Alto: O prefeito Evilazio Joaquim foi notificado e proibido de padronizar prédios, uniformes e praças com as cores verde e laranja, ignorando as cores oficiais da bandeira (azul, branco e vermelho).

​Caso Baianópolis: O gestor Weube Febrônio também foi alvo de cautelar pela utilização excessiva da cor azul, a mesma de sua campanha, em bens públicos, o que o TCM considerou indício claro de autopromoção.

​No caso da Feira de Caxixis, o agravante é a descaracterização de um patrimônio cultural. Ao impor a cor da campanha nas coberturas das barracas, a gestão transforma um evento de tradição e artesanato em um palanque eleitoral a céu aberto, ignorando a neutralidade exigida pela lei e o posicionamento do Tribunal de que o gasto público deve visar a conservação, e não o marketing partidário.


​A fiscalização desses atos é um direito fundamental. Conforme estabelecido no Artigo 220 da Constituição Federal e reafirmado pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 130, a liberdade de imprensa e de manifestação do pensamento é absoluta para denunciar irregularidades na gestão pública. Não se trata apenas de estética, mas de zelo com o erário e respeito às instituições democráticas.

​O patrimônio de Nazaré — seja ele físico, como os prédios, ou imaterial, como a Feira de Caxixis — pertence a todos os nazarenos e não pode ser "pintado" com as cores de um projeto político temporário.

​Para denúncias e informações:

WhatsApp: 75 98337-6750

Acompanhe no portal: www.piroponews.com




Marcius Pirôpo Campeão Mundial

PIRÔPO NEWS BAHIA

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem