Da Redação | Pirôpo News
Estudantes do curso técnico em Serviço Jurídico do Colégio Estadual Doutor José Marcelino recorreram à reportagem do portal Pirôpo News para apresentar uma preocupação referente à organização do corpo docente na reta final do curso. A queixa principal reside no alocamento de professores sem formação específica em Direito para ministrar disciplinas de elevada complexidade técnica, como Direito Penal e Direito do Trabalho.
Segundo o relato dos discentes, a turma cumpre a etapa final do programa pedagógico, de um ano e meio de duração. Ao longo dos primeiros módulos, as aulas foram conduzidas por profissionais com graduação e pós-graduação na área jurídica. Contudo, na fase conclusiva da formação, docentes de outras áreas do conhecimento — a exemplo de Contabilidade e Matemática — foram designados para assumir as matérias de conteúdo técnico-jurídico.
A comunidade acadêmica manifesta receio quanto ao impacto da medida na absorção do conhecimento prático e na formação profissional dos concluintes, demandando a reavaliação da distribuição das disciplinas.
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Abaixo, a íntegra da nota encaminhada pelos alunos do curso técnico em Serviço Jurídico do Colégio Estadual Doutor José Marcelino:
"Bom dia. Sou aluno do Colégio Doutor José Marcelino e faço o curso técnico em Serviço Jurídico.
Venho manifestar minha indignação diante de uma situação que considero um verdadeiro descaso e desrespeito com os alunos. O Colégio Doutor José Marcelino está colocando professores sem qualificação específica para ministrar disciplinas jurídicas, inclusive professores de áreas completamente diferentes, como contabilidade e matemática, para lecionar disciplinas como Direito Penal e Direito do Trabalho.
É importante destacar que os alunos já estão há aproximadamente um ano realizando o curso, que possui duração de apenas um ano e meio, e estamos justamente na etapa final da formação. Durante esse período, tivemos professores devidamente qualificados, com graduação e pós-graduação na área do Direito, que possuem conhecimento e formação compatíveis com as disciplinas ministradas.
Diante disso, não é aceitável que, justamente no final do curso, a instituição retire professores qualificados e os substitua por profissionais que não possuem formação específica na área da disciplina que estão ensinando.
Estamos falando de um curso técnico em Serviço Jurídico. Portanto, disciplinas como Direito Penal e Direito do Trabalho exigem conhecimento jurídico específico e professores capacitados para transmitir esse conteúdo de maneira adequada. Não se trata de uma simples matéria que possa ser ministrada por qualquer profissional de outra área.
Essa situação prejudica diretamente a formação dos alunos, que estão investindo tempo, dinheiro e dedicação para obter uma qualificação profissional. Não queremos apenas receber um certificado ao final do curso. Queremos ter a certeza de que o conhecimento adquirido é realmente adequado à formação que estamos buscando.
A instituição possui profissionais qualificados na área jurídica, então fica ainda mais difícil compreender por que esses professores estão sendo retirados e substituídos por profissionais sem formação compatível com as disciplinas.
Solicitamos, portanto, que a instituição reveja essa situação e garanta que as disciplinas jurídicas sejam ministradas por professores devidamente habilitados e qualificados para cada área, respeitando os alunos e a qualidade da formação oferecida pelo próprio curso.
Não estamos pedindo nenhum privilégio. Estamos reivindicando apenas o direito de receber uma educação compatível com o curso que escolhemos e com a formação profissional que nos foi oferecida."
O Pirôpo News mantém o espaço aberto para a Direção do Colégio Estadual Doutor José Marcelino, bem como para o Núcleo Territorial de Educação (NTE) e a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC-BA), para que apresentem os esclarecimentos técnicos referentes aos critérios de atribuição das disciplinas e à alocação do corpo docente.
