O Ministério Público Federal (MPF) notificou a TV Globo e solicitou mudanças imediatas na condução do Big Brother Brasil 26. A medida ocorre após a abertura de um inquérito civil que investiga possíveis práticas abusivas dentro do reality.
Segundo o MPF, há preocupação com provas de resistência e punições que impõem limitações prolongadas a necessidades básicas, como acesso a água, alimentação e banheiro. O órgão recomendou a suspensão imediata dessas dinâmicas.
Entre as mudanças sugeridas, está a proibição de desafios que ultrapassem três horas seguidas em pé ou que coloquem os participantes em ambientes com isolamento e iluminação intensa. O Ministério Público também defende a adoção de pausas obrigatórias para descanso, hidratação e alimentação durante as provas mais longas.
Outro ponto levantado envolve participantes com condições de saúde pré-existentes. Nesses casos, o MPF recomenda que eles não sejam submetidos a situações de risco e que não sofram punições por isso dentro do jogo.
Além das alterações durante o programa, o órgão também sugere que a emissora ofereça acompanhamento psicológico contínuo aos participantes após o fim da participação no reality.
A investigação busca avaliar se determinadas práticas podem ser consideradas tratamento desumano ou degradante, com possíveis impactos à integridade física e emocional dos confinados.
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